A firma

Por que se cobrir vira circo e se fechar vira hospício

sexta-feira, outubro 20, 2006

Aquilo em que eu acredito

Acredito em gerentes que ajudam no desenvolvimento do funcionário e trabalham facilitando a execução das tarefas e a capacitação dele para desafios cada vez maiores.
Não acredito em gerentes que se utilizam apenas de cobranças para se relacionar com sua equipe.
Acredito em gerentes que preparam seus funcionários para ocupar seu lugar no futuro.
Não acredito em gerentes que acham que chegar cedo e sair tarde são sinônimos de produtividade.
Acredito em gerentes que fomentam o desenvolvimento ao delegar responsabilidades sempre superiores à capacidade já demonstrada pelo funcionário.
Não acredito em gerentes que preferem subserviência ao invés de iniciativa.
Acredito em gerentes que não agem como consultores e assumem sua função de gestão e direcionamento.
Não acredito em não representam sua equipe quando surgem cobranças externas.
Acredito em gerentes que são sinceros ao relatar as limitações do funcionário e o direcionam rumo à evolução.
Não acredito em gerentes que não correm riscos em nome da equipe quando sentem que a causa é legítima e bem fundamentada.
Acredito em gerentes que confiam na responsabilidade da equipe e a deixam executar seu trabalho e relatar avanços de maneira sistemática e acordada.
Não acredito em gerentes que tomam para si o mérito de um trabalho de equipe e o apresentam para os superiores sem chance de crédito para os demais.
Acredito em gerentes que são parte da equipe.
Não acredito em gerentes que não acreditam na sua equipe.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Resultados aparecendo

Segunda-feira passada foi meu primeiro dia de trabalho no novo cargo.
Parece que toda aquela minha transpiração e, por que não dizer, pentelhação sobre os níveis hierárquicos superiores acabou dando resultado e saí da situação incômoda de não receber aumento por estar no teto da faixa.
Agora estou no piso, praticamente no subterrâneo, mas pelo menos consigo olhar para cima e ver uma luz, lá na órbita de Júpiter, mas ainda assim uma luz.

O trabalho que o Diretor fez junto ao VP (e este junto ao RH) deu frutos e eu subi.
E além de ter subido, oficializei a existência de um caminho alternativo para os demais colegas. Agora eles sabem que não precisam seguir à risca as regras e esperar o surgimento de uma vaga. A idéia é trabalhar direito e cutucar constantemente o superior. Um dia a coisa anda.

Como nem tudo são flores, até a promoção teve suas desvantagens.
Além de ter recebido um aumento simbólico, apenas para me adequar à faixa, também perdi a oportunidade de participar de um processo interno de seleção para uma vaga de gerente na área em que eu trabalhava até o início deste ano.
Eu já tinha acordado com meu gerente que trabalharíamos juntos nesse processo, mas infelizmente eu estava de férias e perdi o "bonde".

Pode ser que meu gerente tenha razão ao dizer que as coisas acontecem no momento certo, mas estou com a sensação incômoda de que o Professor tinha razão quando dizia que "às vezes se perde, às vezes se deixa de ganhar".

Mas não quero manter esse clima de desânimo.
Fui promovido e é isso que importa.
O resto fica para o ano que vem. Espero.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Literatura

Há alguns anos, a Firma promoveu uma seleção para um programa de capacitação e formação de profissionais. Na verdade, existiam dois programas, um para formação de executivos e outro para capacitação de especialistas, a tal carreira em Y.
As diferenças de critérios para a candidatura a um ou outro programa eram em sua maioria sutis, mas duas delas chamavam a atenção pelo número de candidatos que excluiam ou incluíam: idade limite de 30 anos (para o programa de executivos) e dispensa de conhecimentos de inglês (para o programa de especialistas).
Como eu ainda estava na idade (ah, que saudade), me candidatei ao programa de executivos e passei bem pela prova de inglês.
O problema foi quando meu perfil profissional e psicológico apontou para uma grande aderênca ao perfil de especialista e um desenvolvimento custoso demais para o perfil de executivo.
Em bom portugês: eu já estava pronto para seguir a carreira em Y, mas teria muito trabalho para me desenvolver como executivo.

Na época eu não concordei com o parecer dos avaliadores, justamente por achar que o programa dedicado me ensinaria muito sobre a capacitação de um executivo e seria essencial para o bom exercício da função no futuro.
Infelizmente não adiantou argumentar e fui encaminhado para o final do processo de seleção de especialistas.
Quase sabotei tudo de tanto desgosto que senti, mas depois coloquei a cabeça no lugar e resolvi aproveitar a oportunidade e retirar o máximo de benefícios dela.

Além dos treinamentos que nos foram fornecidos, iniciei um programa paralelo de contato com literatura especializada, voltada à administração, negócios e gestão de pessoas.
Coletei referências de diversas fontes e acabei formando uma lista razoável de livros que li com mais ou menos afinco, dependendo do tema.
Dois desses livros me chamaram a atenção devido à popularidade que alcançaram e por isso decidi iniciar por eles uma série de comentários literários.

Peço que não esperem análiseds profundas ou exemplos práticos de aplicações.
Minha intenção é apenas mencionar as passagens que considero válidas e aquelas que considero puro marketing.
De qualquer maneira, é apenas a minha opinião e qualquer colega está convidado a me desmentir ou enriquecer estas impressões.

Começo com um livro que não tive coragem de comprar até que um colega de trabalho (com quem eu não tinha um contato especialmente próximo), decidiu emprestá-lo à espera da minha opinião. Acho que ele notou que eu sempre andava com um livro na mão e achou que eu poderia ser uma boa pessoa para trocar idéias.
Eu tinha receio de lidar com um livro tão vendido e de tão unânime avaliação no mundo das resenhas de sites de venda on line.
Ainda não havia conversado seriamente com ninguém sobre o tema e tive que tirar as minhas próprias conclusões. Pensando bem, talvez tenha sido melhor assim.

Em poucas palavras, achei o livro mal escrito e com o objetivo primordial de vender a si mesmo. Ele até menciona coisas interessantes, mas me passou a sensação de que os conceitos de Maslow estavam sendo requentados e vendidos em um fast food da administração.
Gosto de várias idéias expostas no livro e até acredito que elas são válidas e aplicáveis, mas confesso que a idéia de atualização do pacote e não das idéias, prejudicou minha relação com o livro.

Para não dizer que sou injusto, não vou condenar o livro logo de cara, mas vou recomendar que se leia primeiro um livro de Maslow e só depois se passe para esta versão pop.

Outro exemplar de má literatura e repaginação de teorias anteriores é este segundo livro do James Hunter.
Algumas sinopses apontam o livro como um manual do bom gestor, mas depois da leitura achei que ele era apenas uma continuação do Monge, algo como a sequência de um filme de sucesso que aproveita as idéias principais e apresenta algumas informações novas apenas para que o espectador não ache que está sendo obrigado a comprar o mesmo produto duas vezes.

Neste livro eu consegui fazer relacionamentos com outras teorias ou metodologias e fiz um pequeno resumo delas:
- 4 estilos relacionais (agressivo, passivo, manipulador e assertivo ou auto-afirmativo): por incrível que pareça, encontrei uma analogia disto com a medicina ayurvédica, que também possui quatro tipos de personalidades e que todas as pessoas possuem duas dessas quatro;
- 4 tipo de habilidades (inconsciente e sem habilidade; consciente e sem habilidade; consciente e com habilidade e; inconsciente e com habilidade): esta definição é igual ao conceito utilizado no CMMI; dou à mão à palmatória ao admitir que não sei quem veio antes, mas também não sei se isso faz muita diferença.

De um modo geral, não posso condenar o Sr. Hunter por tentar ocupar um lugar entre os mestres da Administração, mas acho prudente ressaltar que existem outras pessoas que vieram antes e que versaram sobre os mesmos temas, provavelmente com muito mais propriedade.
Para não prejudicar demais a vida deste americano que já deve estar milionário, acredito na validade dos seus livros, mas desde que o leitor esteja consciente e se interesse por ler seus antecessores.

Para terminar, reforço que esta é apenas a minha opinião e que qualquer comentário, até os repletos de ofensas à minha honra e à minha família, serão muito bem vindos.
Afinal de contas, eu quero mais é aprender com quem sabe.

Um chiste...

...enquanto termino de escrever o post de hoje.



Alguma semelhança com a realidade do Brasil?

sexta-feira, outubro 06, 2006

Recompensa

Como acabei de voltar de férias, acho apropriado falar de excesso de trabalho e de necessidade de descanso.
Não deve ter sido à toa que a CLT foi definida com os tais 30 dias de descanso após 365 de trabalho.
Tudo bem que possivelmente existem dezenas de horas de greves e negociações por trás disso, mas o ponto importante da questão é a impossibilidade humana de trabalhar sem parar para tomar fôlego e pensar no ponto da picanha na grelha no domingo à tarde ao invés de se preocupar com o relatório que o Diretor vai exigir aos berros na segunda cedo.
É absolutamente obrigatório parar de vez em quando, nem que seja só no final de semana.

Infelizmente foi exatamente o final de semana que um colega teve que sacrificar recentemente em um ponto crítico do projeto em que eu já estive envolvido.
Exceder o horário contratual é uma prática mais comum do que alguns desejariam e perder folgas supostamente sagradas também.
No caso desse colega, que mora no interior e literalmente viaja para trabalhar, o sábado e o domingo significam a brincadeira com os filhos, a transa semanal com a esposa e as duas latinhas de cerveja gelada que ele escondeu do cunhado na prateleira mais baixa da geladeira.
Como podem ver, só estamos falando de assuntos sacrossantos.

Mas por mais que a gente se desgaste, sempre existe a compensação, a recompensa pelos serviços prestados à empresa, que não se exime de reconhecer a contribuição de cada um: nesse mencionado final de semana sem folga, meu colega ganhou uma jornada de 40 horas seguidas e um acúmulo de seis quilos a menos na carcaça.
Tudo por conta de um problema de definição de projeto, a cargo tanto da nossa equipe quanto do grupo de usuários-chave.
Uma típica cagada geral.

Sorte que esse tipo de "incorreção" não é muito comum entre os nossos.
O máximo que acontece é um serão de três horas e um bico do tamanho do mundo quando se chega em casa e se encontra o cônjuge insatisfeito e o jantar congelado. Pouco se comparado à "satisfação do dever cumprido".
E quando se fala em recompensas, também é exagerado dizer que ela não existe. Devido à extrema boa vontade do gestor, o profissional que exceder seu horário de trabalho, ganha o direito de chegar 30 minutos mais tarde no dia seguinte.
Ou alguém acha que existe mesmo esse lendário "pagamento de horas-extras"?

Falando de forma mais séria, acho que já foi-se o tempo em que o prestígio de um profissional era medido pela quantidade de horas em que ele ficava na empresa, mas mesmo em um universo de produtividade e qualidade, existem situações em que nada gera melhor resultado do que a velha e boa transpiração.
Assim já dizia um certo Thomas Alva Edison em tempos idos mas não esquecidos.

Mas é bom que se entenda que se essa for a regra e não uma exceção eventual, algo vai mal na definição de atividades e/ou no dimensionamento e capacitação da equipe.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Voltei das férias...

...mas post novo só na sexta.

Afinal de contas, preciso descansar depois de três semanas de comer-beber-viver.

Directory of Personal Blogs BlogBlogs.Com.Br blog search directory BloGalaxia